A prova dos noveNa matemática, quando se almeja confirmar o resultado de alguma operação com números inteiros, faz-se a prova dos nove. Pois bem, o que um treinador considerado como um dos mais técnicos, táticos e principalmente calculista precisa para levar o maior expoente de sua posição à Copa do Mundo, onde se privilegia ou congratula exatamente os melhores?
A “problemática” — com uma “solucionática” óbvia — em questão é a ida de Rogério Ceni para a Copa da Alemanha após seu desempenho no gélido amistoso contra a Rússia, na cinzenta quarta-feira de cinzas.
Abdico-me a falar da confiança de Carlos Alberto Parreira em Dida e do desempenho de Marcos na Copa antecedente e, até por isso, creio que ambos devem ir à Alemanha. Agora, o que não compreendo é a defesa de se levar um arqueiro mais jovem para prepará-lo para as demais Copas. Ou alguém se recorda de um terceiro goleiro que assumiu o cargo mais visado pelos “cornetas” de plantão após ter adquirido experiência anterior? Gilmar? Zetti? Outros? Em quatro anos, muita água rola sob o travessão.
Mas, regredindo às ciências exatas, vamos à “solucionática” iminente ao treinador de nosso selecionado: Rogério é tão competente, se não melhor, quanto Marcos e Dida, além do fato de repor a bola em jogo com a precisão do “Código Fibonacci”, o que, em soma, ultrapassa as reposições de Marcos, Dida, Júlio César, Gomes, etc.
Portanto, se a presença de Rogério é contestada devido ao seu comportamento na Copa das Confederações que disputou, quando não quis rapar as más deixas como a maioria dos intelectos inferiores fizeram, recorramos, ou melhor, Parreira deve recorrer à lógica calculista e exata que sempre o consagrou. É incontestável, o goleiro do São Paulo tem vaga na Seleção que vai à Copa!