Brasília, 45 anos depoisFernanda Nascentes
E nasceu Brasília, a nova Capital Federal, fruto do sonho do ex-presidente Juscelino Kubitscheck, do projeto urbanístico de Lúcio Costa e arquitetônico de Oscar Niemeyer, e do trabalho de 30 mil candangos, operários migrados de todas as partes do país, principalmente do Nordeste, para a construção da Capital da Esperança.
Inaugurada, após 41 meses de gestação, em 21 de abril de 1960, a capital está situada na região Centro-oeste e é quente. De clima, teoricamente, tropical, deixa os brasilienses desnorteados com o calor causticante de deserto e a baixa umidade relativa do ar.
Muito vento, céu sempre claro, limpo e livre de arranha-céus, trânsito bom, agraciado por avenidas largas e longas, Brasília foi declarada patrimônio cultural da humanidade em 1987, pela Unesco.
Com arquitetura atípica, foi a primeira cidade do mundo construída no século XX para ser uma capital.
Os brasilienses são considerados, principalmente pelos mineiros, como um povo frio, individualista, e possuem o maior índice de escolaridade e renda per capta do país.
A população do DF já ultrapassa os dois milhões de habitantes e a criminalidade, o desemprego e a favelização aumentam a cada ano.
É difícil chegar a Brasília e não procurar logo uns óculos escuros. A luminosidade na capital do Brasil é intensa.
O Planalto Central tem o cerrado como vegetação predominante, e muitas cachoeiras no entorno.
Em feriado de carnaval e semana santa a cidade fica deserta. Guarapari, Pirinópolis, Goiânia, Caldas Novas, Cachoeira do Itiquira, são os points mais próximos, procurados pela maioria dos funcionários públicos, comerciantes e estudantes, pra descansar e refrescar a mente do stress do dia-a-dia.Os hotéis também são um ponto alto em Brasília, recebendo muitos turistas e executivos durante todo o ano. As famosas taxas de ocupação nos setores hoteleiros sul e norte beiram os 100%, principalmente de terças às quintas.
Evite Shoppings Centers na hora do almoço! Há muitos restaurantes de comidas típicas nas “entre-quadras”. Tranqüilos, aconchegantes e requintados. É só escolher um e saborear a felicidade!
Um fim de tarde à beira do Lago Paranoá, no Píer XXI ou na orla, são sempre muito agradáveis.
Um pôr-de-sol estupendo, um chope gelado e um reggae Natiruts. Pronto. Fecha o dia com chave de ouro, volta pra casa a tempo de assistir ao Jornal Nacional, e no dia seguinte, começa tudo de novo!
Estudo, trabalho e chope. Este é o lema de Brasília!
Fernanda Nascentes de Sousa, 22 anos, é estudante de jornalismo.